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Não erre mais! Independentemente: a palavra é grande, mas a dúvida não precisa ser

Foto do escritor: Danielle Lins
Danielle Lins
11 de jun.
2 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

Ela tem 17 letras, aparece em textos formais e costuma levantar dúvidas. Aprenda a diferença entre “independente” e “independentemente” sem depender da sorte.


A língua portuguesa tem palavras que parecem fazer questão de testar a nossa paciência. “Independentemente” é uma delas. Comprida, cheia de sílabas e com jeito de quem não precisa de ninguém, ela pode até intimidar. Mas calma: entender seu uso não depende de um milagre gramatical.


Primeiro, um detalhe: independentemente tem 17 letras. E, ao contrário do que o tamanho sugere, a explicação cabe em poucos parágrafos.


Independente de quê? Depende da frase!


A diferença começa pela função de cada palavra. Independente é um adjetivo, usado para caracterizar alguém ou algo que tem autonomia ou não depende de outra pessoa ou coisa.


Veja alguns exemplos:

  • Ela é uma profissional independente.

  • O projeto é independente de interesses comerciais.

  • O jovem conquistou sua independência financeira e agora é independente.


Já independentemente é um advérbio. A palavra indica que algo acontece sem depender de determinada condição. É muito comum encontrá-la na expressão “independentemente de”.


Por exemplo:

  • Independentemente da idade, é possível aprender algo novo.

  • O evento será realizado independentemente das condições climáticas.

  • Todos poderão participar, independentemente de experiência na área.


Percebeu a diferença? Uma palavra caracteriza; a outra indica que determinada circunstância não interfere no que está sendo dito.


O segredo para não errar mais


Na dúvida, faça um teste: você quer dizer que alguém ou algo tem autonomia? “Independente” pode resolver. Quer dizer que uma ação ou situação não está condicionada a determinado fator? “Independentemente” provavelmente é a escolha certa.


E atenção: apesar de frequentemente aparecer acompanhada de “de”, a palavra não precisa estar sempre grudada nessa preposição para existir. O contexto é quem manda.


No fim das contas, a língua portuguesa tem suas exigências, mas não precisa ser um teste de resistência. Com um pouco de atenção, até uma palavra de 17 letras perde o poder de intimidar.


Agora você já sabe! E, independentemente de quantas palavras difíceis apareçam pelo caminho, o importante é não deixar a dúvida escrever por você.


Continue acompanhando o Não erre mais, aqui no Conto&Reconto. Afinal, errar faz parte do aprendizado. Insistir no erro quando a gente pode aprender é outra história!



Um beijo,

Fique com Deus e até o próximo post.



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